• Equidade racial
06.07.2021

Memórias do futuro na ação de mulheres negras: Entrevista com Valdecir Nascimento

Valdecir NascimentoEm 2019, Odara desenvolveu a Escola de ativismo de mulheres negras Beatriz Nascimento, apoiada pelo Instituto Ibirapitanga, com turmas em 2020 e 2021. Conte-nos um pouco sobre os principais efeitos desta iniciativa e sua conexão com o presente contexto político e socioeconômico. A Escola Beatriz Nascimento é uma iniciativa que centraliza a formação política como base para que a juventude não repita processos históricos forjados pelo movimento negro, sem fundamentação e com informações distorcidas. Se nós temos hoje uma geração afiada para se mover com as redes sociais, é preciso alimentar essa geração com informações contundentes para que a gente não sirva de “bobos da corte”. Então, a Escola Beatriz Nascimento tem como finalidade instrumentalizar mulheres jovens negras para atuarem nas suas comunidades, discutindo o racismo e defendendo direitos que produzam ganhos para a luta. A Escola se propõe a ser um espaço de reflexão e resgate de todo processo histórico das estratégias montadas pela população negra, intelectuais e ativistas, consolidando um conteúdo estratégico que caminhe para o futuro. A segunda turma, de 2021, vem mais enxuta, porém melhorada, porque trouxemos a perspectiva das formas de organizações e rodas de conversas para falar do pensamento das mulheres negras comuns, para que as alunas pudessem buscar suas referências. Como trabalho final, todas as participantes têm que construir um projeto de incidência em sua comunidade. A ideia é apoiar quem esteja em seu quilombo e queira montar uma associação, debater um tema e descobrir como angariar fundos, agregando na grade curricular da formação a captação de recursos. Estamos mobilizando pequenos recursos com a Cese — Coordenadoria Ecumênica de Serviço para apoiar esses projetos. Não é uma escola para academia. É uma escola para quem está com um pé na academia e um pé no movimento, ou quem está com os dois pés no movimento. Porque é preciso valorizar a forma como nós produzimos conhecimento e imprimimos o olhar do movimento sobre a sociedade brasileira. O olhar da academia sobre a sociedade é um e o olhar do movimento sobre a sociedade é outro. Cada participante adquire um olhar sobre a sociedade brasileira a partir de seu lugar de mulher negra, que dialoga com as diversas reflexões que possam estar no centro das novas narrativas sobre mulheres e população negra e na roda de conversa sobre modelo de sociedade onde vamos discutir bem viver como centro do nosso projeto político. Então, é olhar esse contexto que vivemos, a conjuntura dessa nação e dizer: “ela não serve, ela é hostil, qual é o modelo que nós queremos?” Olhar a história de todas as mulheres negras e para a sociedade. Questionar se é possível viver nela e qual a possibilidade de criação. Então, a Escola está toda conectada porque é uma ferramenta para a incidência política das mulheres negras. Ela não pode estar distanciada, ela está inserida e precisa construir ferramentas de enfrentamento para essa sociedade.

A memória é ferramenta fundamental para consolidar as referências da agenda política pela equidade de raça e gênero. O mês de julho marca esse momento que centraliza ações propositivas de mulheres negras brasileiras para confrontar o racismo estrutural que opera através do conjunto de violências às quais ainda estão submetidas.  

O Ibirapitanga  convidou Valdecir Nascimento, coordenadora executiva do Odara — Instituto da Mulher Negra, para uma conversa que abordou as origens do movimento em torno do Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela. 

O Odara surgiu em 2010 como uma organização negra e feminista voltada para o fortalecimento e autonomia das mulheres negras. Tem como missão combater o racismo, o sexismo, a lesbitransfobia e formas correlatas de opressão, para a defesa da liberdade, autonomia e o bem viver.

Na conversa, a historiadora narra uma linha do tempo desde sua trajetória e relação com o movimento negro no Brasil, passando pelo deslocamento até a República Dominicana, em 1992, e a construção do marco de luta das mulheres negras latinoamericanas e caribenhas.

Ibirapitanga: Como você iniciou sua participação no movimento de mulheres negras e qual é o principal sentido do seu ativismo?

Valdecir: Eu era jovem de igreja em minha comunidade, então, minha juventude foi atravessada por diversas atuações vinculadas à igreja. Em um momento, nós achamos que deveríamos articular um grupo de negros cristãos, junto com o padre local. Nós queríamos perturbar a igreja, porque sabíamos que a instituição tinha uma parcela de responsabilidade, sobretudo no que ocorreu com a população negra. A Cúria não aprovou a proposta de um grupo de negros cristãos e, coincidência ou não, o padre me apresentou às pessoas da MNU — Movimento Negro Unificado. 

Logo quando eu ingressei no MNU, já deu para perceber qual era o papel desempenhado pelos homens e qual era o papel das mulheres. Começamos a pensar na nossa organização para criarmos um grupo específico de mulheres do MNU e, a partir dali,   eu iniciei com essa perspectiva da luta pela autonomia das mulheres negras, porque eu venho de um lugar onde as mulheres são o ponto de partida. 

Fui educada pela minha mãe com essa perspectiva de autonomia das mulheres e é desse lugar que eu venho, esse é o princípio que me mobiliza — a luta pela emancipação de mulheres que pensam o que querem e conduzem o processo. Eu não acredito que vai acontecer revolução no Brasil puxada pelos homens brancos e/ou negros.

Eu me recordo que no final da década de 1990 para os anos 2000 diziamos: “o futuro será negro e nós mulheres negras que vamos mandar nesse futuro”. Isso foi em 1998 e não tínhamos nem noção que construiríamos um processo como o que nós temos hoje no Brasil, no qual as mulheres negras é que dão o tom. Mesmo subalternizadas por grandes articulações, onde o emblema que aparece é o da figura masculina, são elas que fazem o dia a dia. Nós somos hoje a maior força política do país!

Ibirapitanga: Este mês é marcado pelo 25 de julho – Dia Internacional da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha. A mobilização para a criação desta data foi definida no “1º Encontro de Mulheres Afro-​latinoamericanas e Afro-caribenhas”, de 1992, em Santo Domingo, no qual você esteve presente. Você pode nos contar um pouco sobre como foi este encontro? O que ele representou e quais suas principais características do ponto de vista da luta histórica do movimento de mulheres negras no Brasil e na região?

Valdecir: O nosso processo foi escolhido a partir do protesto contra a comemoração dos 500 anos do “descobrimento das Américas”. A referência foi o posicionamento contra a colonização europeia que implicava na exploração dos povos africanos e dos povos indígenas. Santo Domingo, capital da República Dominicana, foi o primeiro local onde os europeus saqueadores chegaram e foi o ponto de referência para articulação das mulheres negras latinoamericanas e caribenhas. Nós tínhamos a necessidade de uma articulação mais ampliada para debater a intersecção entre racismo e sexismo em todos os contextos do feminismo. O encontro foi frutífero porque era possível discutir as demandas que diziam respeito às mulheres negras. Pautamos a questão da orientação sexual, a ideia de família, maternidade e paternidade, representação política, direitos sexuais reprodutivos e a situação grave do Haiti. Ou seja, o encontro foi realizado para dar conta de qual era o panorama existencial das mulheres negras da América Latina, Caribe e região.

O ponto final foi demarcar uma data que fizesse com que todas nós nessa região sentássemos para refletir sobre o levante na negação da invasão européia às Américas. O encontro culminou com uma grande marcha das mulheres negras em Santo Domingo e depois em um grande show das artistas locais.

Esse dia foi o marco do encontro e a data de 25 de julho está vinculada a isso. Não tinha outra referência anterior para que o dia fosse escolhido, na verdade, nós geramos uma data histórica para falarmos de nós.

Ibirapitanga: A criação e atuação do Odara tem sido de grande importância para fortalecer as ações das mulheres negras no Nordeste, bem como para pautar os movimentos antirracistas a partir desta região. Como você enxerga essa contribuição? Quais questões precisam avançar para a descentralização geográfica de visibilidade e apoio a esses movimentos, ainda hoje bastante concentrados, do ponto de vista institucional, no Sudeste do país?

Valdecir: O Odara chega em um processo de muitas experiências que maturaram o seu olhar político para a sociedade brasileira. O Instituto tornou-se guarda-chuva para outras organizações que se firmaram em um consórcio potencializado para incidência na sociedade.

Ganhamos formato próprio à medida que nos centramos na ideia de radicalidade. A radicalidade das mulheres negras e lésbicas negras é presença na organização e isso foi fantástico porque Odara é uma qualidade de Exu, o Exu que faz a conexão entre nós e os ancestrais. Então é uma organização muito inspirada e eu atribuo a sua configuração à figura desse Orixá que nos abraça e diz, “venha que a gente vai segurar vocês, que vai levar vocês”.

Eu acho que enquanto movimento, nós temos a responsabilidade de fomentar o surgimento das organizações e articulações em todos os lugares do país. Mas eu também acredito que a gente precisa assegurar a autonomia desses movimentos. Não é para bater a cabeça e pedir a benção ao Rio de Janeiro e São Paulo, isso é violento porque gera relação de subalternidade. No mínimo, é preciso que exista um projeto político de nação, que acredite que a revolução só é feita com homens e mulheres autônomos. Subalternos não fazem revolução e quem vive de esmola não faz revolução.

Só faz revolução quem tem autonomia, quem é sujeito político e precisamos formar mulheres com autonomia, senão seremos engolidas.

Minha preocupação o tempo inteiro é como a gente pode forjar um movimento autônomo e isso é o “Julho das pretas”, cada uma faz o que quer. Tem gente que quer fazer roda de conversa, a outra faz slam. A gente não define o que a sujeita, ou a organização irá fazer.

Ibirapitanga: Idealizada e articulada por Odara, a campanha “Julho das pretas” é um ótimo exemplo deste movimento que a organização realiza para pautar as questões raciais e de gênero desde o Nordeste para todo o Brasil. Conte-nos um pouco sobre os objetivos da criação da campanha e como ela tem se desenvolvido ao longo dos últimos anos.

Valdecir: O 25 de julho se posiciona no mundo a partir da contestação de uma história de colonização e olha para o mundo dizendo assim: “nós queremos dizer a que viemos”. Mesmo sendo um marco na luta e incidência das mulheres negras no campo do movimento feminista, as cidades reagiam à importância do movimento com cerimônias que não mudavam a vida das mulheres negras, como homenagens e entregas de medalha. Em 2013, sentamos na sede do Odara, juntamente com outros setores da cultura e organizações mistas para discutir o que faríamos no mês de julho, que fosse capaz de determinar um outro lugar de incidência política e de apontar os problemas das mulheres negras. A ideia do nome “Julho das pretas” partiu de Naiara Leite, coordenadora do programa de Comunicação de Odara. Nós já tínhamos demarcado o espaço da SEPROMI — Secretaria de Promoção da Igualdade do Governo do Estado da Bahia, com o chamado “Março mulher” que dedica o mês inteiro para trabalhar a questão das mulheres e aí chamamos de “Julho das pretas”, que expandiu para uma estratégia de incidência política das mulheres negras e ganhou expressão no Brasil.

Esse ano, nós combinamos com a Rede de Mulheres negras do Nordeste para fazermos ações conjuntas para centralizar o debate que nós queremos fazer no país. O Nordeste brasileiro nao é só fome: tem muita potência e potencialidade e nós não podemos, enquanto movimento negro brasileiro, achar que o Rio e São Paulo vivem as mesmas experiencias que a Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão. Existem pretos lá e pretos aqui, mas não são os mesmos. Não temos as mesmas experiências e culturalmente não fomos forjados do mesmo lugar, então não adianta imaginar que o que serve para lá, serve para aqui.

Portanto, defendemos uma incidência política colada nas necessidades do território, para dizermos o que queremos falar, a partir de um lugar onde pensamos o mundo. Queremos que o mundo se movimente levando em consideração a nossa existência.

O “Julho das pretas” não é festa, é incidência política, e nós vamos definindo que natureza e que tipo de incidência faremos na região e precisamos fortalecer cada vez mais. Os nove estados do Nordeste do Brasil estão mobilizados. Ao todo, são mais de 40 organizações vinculadas a nós, que são fruto do crescimento da rede por meio das nossas incidências.

O “Julho das pretas” é o nosso farol no sentido de transformarmos o mundo a partir da incidência política das mulheres negras.

Ibirapitanga: A diversidade é uma pauta bastante presente no trabalho de Odara, que é uma das organizações mais notáveis na defesa dos direitos das mulheres lésbicas, bissexuais e trans, de forma interseccional à questão racial. Atualmente, quais os principais desafios dessa abordagem de forma geral e, especificamente, nos movimentos antirracistas?

Valdecir: Nós inauguramos, há mais de seis meses, um grupo de LBTs onde a gente se encontra para falarmos de nós, das nossas vivências, experiências de sermos negras trans, negras lésbicas e negras bissexuais. Nós precisávamos de um lugar específico para fazermos isso, porque, na militância geral, não se trata das questões que atravessam essas sujeitas e a vida corre.

O movimento negro tem muita dificuldade de debater as questões de gênero. E eu estou falando no sentido geral, porque as mulheres negras hetero são subalterinizadas no movimento, e isso potencializa os homens negros. Não mudou muito e, se é atrasado nesse campo, imagina nos outros.

Eu desconheço homem trans no movimento negro, por exemplo, porque não tem espaço de acolhida. Mas você vai encontrar mulheres negras trans nos nossos movimentos. A diversidade é um discurso, é um conceito, mas ainda não atingiu lugar no seio do movimento geral e no seio dos partidos.

As trans eleitas nos partidos são todas que escapuliram das mãos deles e todas se elegeram no paralelo. Nenhuma se elegeu porque o partido pensou numa estratégia e investiu. Todas elas são “surpresa”, “acaso” como as mulheres negras também são acasos e Marielle também foi acaso. Então, nenhum desses processos foram pensados e articulados, agora com os novos apoios é que poderemos refletir, pensar e construir processos mais organizados.

Ibirapitanga: O movimento de mulheres negras brasileiro é muito presente nas articulações internacionais de gênero e raça. Em 2021, completa 20 anos a “Terceira Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Correlatas de Intolerância”, a “Conferência de Durban”, promovida pela ONU. Como se deu a participação das mulheres negras brasileiras nesse processo e quais foram os principais desdobramentos dessa incidência no debate público a respeito da questão racial no país? Quais são as ressonâncias desse processo 20 anos depois?

Valdecir: Durban tornou-se a janela que expandiu e deu visibilidade às mulheres negras brasileiras enquanto “sujeitas políticas”, para o desempenho não só de articulação no âmbito internacional, como na pressão de pautar determinados pontos cruciais para a luta antirracista no Brasil. Algumas organizações, como Geledés e Criola tiveram papel estratégico na mobilização que impulsionou a AMNB — Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras no monitoramento de políticas públicas acordadas em Durban, que incidiram de forma qualificada nas secretarias de promoção da igualdade racial.

A incidência qualificada possibilitou a garantia de monitoramento no Ministério da Saúde, na implementação da Política nacional de saúde da população negra e no conjunto de demandas que foram acordadas na conferência. Vinte anos depois, eu avalio que o racismo estrutural brasileiro foi bem sucedido em conter o avanço das políticas públicas para além das cotas nas universidades e serviços públicos. O Brasil cumpriu aproximadamente 70% do que a declaração de Durban pedia, mas se observarmos na prática, pouco foi investido. Temos um sistema nacional de promoção da igualdade racial que não funciona e secretarias de promoção da igualdade racial precarizadas.

Mas quando avaliamos os dados mais a fundo percebemos que o movimento negro é vitorioso, à medida que muito foi produzido e sistematizado pra que se provasse que o Brasil é um pais racista e a gente ganhou expertise para o resto do mundo, ou para a America Latina e região de como coletar e tratar dados.

Na prática, para além de todo o esforço feito pelo movimento negro e da sua capacidade de pressão, o Estado brasileiro ainda nao absorveu a forma como nós, movimento negro, desejamos a política de promoção da igualdade racial.

Ibirapitanga: Em 2019, Odara desenvolveu a Escola de ativismo de mulheres negras Beatriz Nascimento, apoiada pelo Instituto Ibirapitanga, com turmas em 2020 e 2021. Conte-nos um pouco sobre os principais efeitos desta iniciativa e sua conexão com o presente contexto político e socioeconômico.

Valdecir: A Escola Beatriz Nascimento é uma iniciativa que centraliza a formação política como base para que a juventude não repita processos históricos forjados pelo movimento negro, sem fundamentação e com informações distorcidas.

Se nós temos hoje uma geração afiada para se mover com as redes sociais, é preciso alimentar essa geração com informações contundentes para que a gente não sirva de “bobos da corte”.

Então, a Escola Beatriz Nascimento tem como finalidade instrumentalizar mulheres jovens negras para atuarem nas suas comunidades, discutindo o racismo e defendendo direitos que produzam ganhos para a luta. A Escola se propõe a ser um espaço de reflexão e resgate de todo processo histórico das estratégias montadas pela população negra, intelectuais e ativistas, consolidando um conteúdo estratégico que caminhe para o futuro.

A segunda turma, de 2021, vem mais enxuta, porém melhorada, porque trouxemos a perspectiva das formas de organizações e rodas de conversas para falar do pensamento das mulheres negras comuns, para que as alunas pudessem buscar suas referências.

Como trabalho final, todas as participantes têm que construir um projeto de incidência em sua comunidade. A ideia é apoiar quem esteja em seu quilombo e queira montar uma associação, debater um tema e descobrir como angariar fundos, agregando na grade curricular da formação a captação de recursos. Estamos mobilizando pequenos recursos com a Cese — Coordenadoria Ecumênica de Serviço para apoiar esses projetos.

Não é uma escola para academia. É uma escola para quem está com um pé na academia e um pé no movimento, ou quem está com os dois pés no movimento. Porque é preciso valorizar a forma como nós produzimos conhecimento e imprimimos o olhar do movimento sobre a sociedade brasileira. O olhar da academia sobre a sociedade é um e o olhar do movimento sobre a sociedade é outro.

Cada participante adquire um olhar sobre a sociedade brasileira a partir de seu lugar de mulher negra, que dialoga com as diversas reflexões que possam estar no centro das novas narrativas sobre mulheres e população negra e na roda de conversa sobre modelo de sociedade onde vamos discutir bem viver como centro do nosso projeto político. Então, é olhar esse contexto que vivemos, a conjuntura dessa nação e dizer: “ela não serve, ela é hostil, qual é o modelo que nós queremos?” Olhar a história de todas as mulheres negras e para a sociedade. Questionar se é possível viver nela e qual a possibilidade de criação. Então, a Escola está toda conectada porque é uma ferramenta para a incidência política das mulheres negras. Ela não pode estar distanciada, ela está inserida e precisa construir ferramentas de enfrentamento para essa sociedade.

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