26, 27 e 28_outubro_2020

Instituto Ibirapitanga

Encontro Branquitude: Racismo e antirracismo

Transmissão ao vivo
Instituto Ibirapitanga

26, 27 e 28_outubro_2020

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O encontro é gratuito e será transmitido ao vivo pelo YouTube do Instituto Ibirapitanga.

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Sobre o encontro

O encontro Branquitude: racismo e antirracismo é um convite a refletir as relações raciais no Brasil. Parte da compreensão de que desconstruir o racismo é responsabilidade do conjunto da sociedade – incluindo indivíduos brancos e instituições que reproduzem a lógica racista. 

Assumir uma postura ética e responsável orientada à ação – de questionamento ao privilégio branco e enfrentamento ao racismo estrutural. Essa é parte fundamental do chamado que Branquitude: racismo e antirracismo faz.

O encontro será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Instituto Ibirapitanga.

Visão geral

  • 26.10_18h

    O branco na luta antirracista: limites e possibilidades

    Robin DiAngelo, Cida Bento e Thiago Amparo (mediador)

  • 27.10_16h

    Alianças possíveis e impossíveis entre brancos e negros para equidade racial

    Sueli Carneiro, Lia Vainer Schucman e Ana Paula Lisboa (mediadora)

  • 27.10_18h

    O protagonismo negro no desvelar da branquitude

    Deivison Faustino, Lourenço Cardoso e Luciana Brito (mediadora)

  • 28.10_16h

    O papel da comunicação no antirracismo

    Liv Sovik, Nic Stone, Tiago Rogero (mediador)

  • 28.10_18h

    O que podem os indivíduos diante da estrutura?

    Jurema Werneck, Thula Pires e Bianca Santana (mediadora)

Programação

  • 26.10_18h

    O branco na luta antirracista: limites e possibilidades

    Robin DiAngelo, Cida Bento e Thiago Amparo (mediador)

    Os brancos no Brasil e nos Estados Unidos vivem em sociedades que os protegem e os desresponsabilizam das tensões e hierarquias raciais advindas do racismo sistêmico. Cida Bento e Robin DiAngelo foram pioneiras em pensar os mecanismos psicossociais destes sujeitos para a legitimação e manutenção das hierarquias por meio dos conceitos de pactos narcísicos entre brancos e fragilidade branca. Como funcionam estes mecanismos? Como estes pactos se associam à ideia de fragilidade branca? De que forma estes dispositivos de produção de desigualdades raciais asseguraram aos brancos um lugar de conforto racial em que estes não precisam se posicionar e agir contra o racismo? A partir destas perguntas, essa mesa tem como proposito pensar o lugar do branco na luta antirracista e os limites e possibilidades diante da própria branquitude.

  • 27.10_16h

    Alianças possíveis e impossíveis entre brancos e negros para equidade racial

    Sueli Carneiro, Lia Vainer Schucman e Ana Paula Lisboa (mediadora)

    Em uma sociedade dividida pelo racismo estrutural, brancos e negros ocupam lugares simbólicos e materiais bastante distantes entre si. Para uma transformação efetiva no tecido social brasileiro é preciso uma mudança estrutural nos valores culturais da sociedade, na qual o racismo e a branquitude não sejam o pilar de sua sustentação política, econômica e cultural. Nesse sentido, as políticas públicas voltadas para a equidade racial, como as cotas, o reconhecimento da história, do espaço e da ação do movimento negro são essenciais para que os brancos consigam se deslocar da posição de norma e hegemonia cultural. No entanto cabe perguntar: quais ações dos brancos são necessárias neste cenário? Em que termos seria possível uma aliança entre brancos e negros? Esta sessão pretende refletir sobre as possibilidades de brancos e negros avançarem em práticas antirracistas que de fato possam tranformar nossa sociedade.

  • 27.10_18h

    O protagonismo negro no desvelar da branquitude

    Deivison Faustino, Lourenço Cardoso e Luciana Brito (mediadora)

    O olhar crítico sobre a branquitude tem seu “nascimento” a partir do trabalho de autores negros em diferentes épocas. Referências como W. E. B. Du Bois, Frantz Fanon, Steve Biko e, no Brasil, a contribuição de autores como Guerreiro Ramos foram fundamentais para desvelar e denunciar os diferentes aspectos dos benefícios que os sujeitos recebem ao serem incluídos dentro da categoria “branco”. Neste sentido, cabe perguntar o que é desvelado quando o olhar do negro recai sobre o branco. Com que olhos estes tornam visível aquilo que para brancos é invisível, ou seja, sua raça. Esta mesa irá abordar o protagonismo do negro para a compreensão da branquitude.

  • 28.10_16h

    O papel da comunicação no antirracismo

    Liv Sovik, Nic Stone, Tiago Rogero (mediador)

    Os meios de comunicação têm um importante papel na produção, legitimação e perpetuação dos estereótipos raciais. É possível hoje acessarmos às mídias e constatarmos que, apesar de morarmos no país com a segunda maior população negra do mundo, os brancos estão em evidência desproporcional, confirmando os valores estéticos da branquitude. No entanto, se a comunicação tem um papel fundamental para reafirmar o racismo, ela também tem a potência para produzir outros significados raciais que contribuam para o antirracismo. A partir desta constatação, a ideia desta mesa é pensar sobre como indivíduos e instituições, pelas midias sociais e veículos de comunicação, pela produção literária e audiovisual, podem utilizar a comunicação para o fortalecimento da luta antirracista.

  • 28.10_18h

    O que podem os indivíduos diante da estrutura?

    Jurema Werneck, Thula Pires e Bianca Santana (mediadora)

    É possível afirmar, no Brasil, que temos as desigualdades raciais como o maior legado dos regimes escravocratas. A população negra tem menos oportunidades que a população branca na educação, no mercado de trabalho, na política e em outras importantes esferas da sociedade. Assim, podemos caracterizar este fato como estrutural e estruturante dessa sociedade. Diante deste cenário, a pergunta que fica é: o que podem os indivíduos diante da máquina de gerar desigualdade que é o racismo sistêmico? De que forma cada um de nós pode agir para desmantelá-lo? Quais os limites e possibilidades diante dessa estrutura social?

Participantes

  • Ana Paula Lisboa

    Ana Paula Lisboa é a mais velha de quatro irmãos, filha de dois pretos. Favelada e carioca de nascimento, atualmente divide a vida entre o Rio de Janeiro e Luanda, onde dirige a Aláfia e a Casa Rede, espaços de produção de arte e cultura na capital angolana. Escritora desde os 14 anos, se define como Artista Textual, utilizando da palavra escrita e falada, sempre no desejo da visibilização na narrativa e gramática negra no mundo. Ana escreve na Newsletter Cabeça de Sardinha para o Segundo Caderno do jornal O Globo.

  • Bianca Santana

    Bianca Santana é jornalista e escritora. Doutora em ciência da informação e mestra em educação pela Universidade de São Paulo. Autora de “Quando me descobri negra” e de uma biografia de Sueli Carneiro, em processo de edição. Pela UNEafro, colaborou com a articulação da Coalizão Negra Por Direitos e agora se dedica à estruturação do Instituto de Referência Negra Peregum.

  • Cida Bento

    Cida Bento, é diretora do CEERT – Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades. É Doutora em psicologia pela USP, onde formulou a tese “Pactos narcísicos no racismo: branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público”. É professora visitante na Universidade do Texas, nos Estados Unidos.

  • Deivison Faustino

    Deivison Faustino é Mestre em Ciências da Saúde – Epidemiologia pela Faculdade de Medicina do ABC e Doutor em Sociologia pela UFSCar. É professor adjunto da UNIFESP – Campus Baixada Santista e foi professor visitante na Universidade de Connecticut. É coordenador pedagógico do Instituto Amma Psique e Negritude e autor do livro “Frantz Fanon: um revolucionário particularmente negro”.

  • Jurema Werneck

    Jurema Werneck é médica, autora e doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Feminista negra e ativista do movimento de mulheres negras brasileiro e dos direitos humanos, é a Diretora Executiva da Anistia Internacional Brasil desde 2017. Em 2006, publicou o livro “Saúde das mulheres negras: nossos passos vêm de longe”.

  • Lia Vainer Schucman

    Lia Vainer Schucman é Doutora em Psicologia Social pela USP, com estágio de doutoramento pela Universidade da Califórnia. É autora dos livros “Entre o Encardido, o Branco e o Branquíssimo: Branquitude, Hierarquia e Poder na Cidade de São Paulo” e “Famílias Inter-raciais, estudo psicossocial das hierarquias raciais em dinâmicas familiares”. É professora adjunta da UFSC.

  • Liv Sovik

    Liv Sovik é professora titular da Escola de Comunicação da UFRJ. É formada em Letras – Língua Inglesa em Yale e é Doutora em Ciências da Comunicação pela USP. Foi pesquisadora visitante em Goldsmiths, Universidade de Londres e na Universidade de Columbia, Nova Iorque. Organizou a coletânea de trabalhos de Stuart Hall, “Da diáspora: identidades e mediações culturais”, é autora de “Aqui ninguém é branco” e de “Tropicália Rex: Música popular e cultura brasileira”.

  • Lourenço Cardoso

    Lourenço Cardoso é professor da Unilab, coorganizador do livro “Branquitude: estudos sobre a identidade branca no Brasil” e autor do livro “O branco ante a rebeldia do desejo: um estudo sobre o pesquisador branco que possui o negro como objeto científico tradicional”. É Mestre em Sociologia pela Universidade de Coimbra e Doutor em Ciências Sociais pela UNESP-Araraquara.

  • Luciana Brito

    Luciana Brito é historiadora, especialista nos estudos sobre escravidão, abolição e relações raciais no Brasil e Estados Unidos. É autora do livro “Temores da África: segurança, legislação e população africana na Bahia oitocentista”, professora da UFRB e colunista no Nexo Jornal.

  • Nic Stone

    Nic Stone nasceu e foi criada em um subúrbio da cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, e a única coisa que ela ama mais do que uma aventura é uma boa história sobre ela. Depois de se formar no Spelman College, ela teve uma larga experiência como mentora de adolescentes e morou em Israel por alguns anos antes de retornar aos Estados Unidos para escrever em tempo integral. Stone se esforça para trazer diversas vozes e histórias para seu trabalho. Ela é autora do best-seller “Cartas para Martin”, seu romance de estreia, lançado em 2017 nos Estados Unidos.

  • Robin Diangelo

    Dra. DiAngelo é Professora Associada de Educação na Universidade de Washington. Ela possui dois doutorados honorários e foi duas vezes vencedora do Student’s Choice Award para Educadora do ano na Escola de Serviço Social da Universidade de Washington. Tem inúmeras publicações e livros. Em 2011, ela cunhou o termo “fragilidade branca” em um artigo acadêmico que influenciou o diálogo internacional sobre raça. Seu livro, “Não basta não ser racista: sejamos antirracistas” (tradução brasileira de “White Fragility: Why It’s So Hard For White People To Talk About Racism”), foi lançado em junho de 2018 nos Estados Unidos e estreou na lista best-seller do The New York Times, onde permanece. O livro agora está sendo traduzido para 10 idiomas. Além de seu trabalho acadêmico, Dra. DiAngelo é consultora e educadora há mais de 20 anos em questões de justiça social e racial.

  • Sueli Carneiro

    Sueli Carneiro é filósofa, Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo e coordenadora executiva do Geledés – Instituto da Mulher Negra. É ativista feminista e antirracista, autora de diversos artigos sobre as questões de gênero, raça e direitos humanos em publicações nacionais e internacionais. Seu livro mais recente é “Escritos de uma vida”.

  • Tiago Rogero

    Tiago Rogero é jornalista e coordenador de projeto na Rádio Novelo. Produziu, apresentou e editou o podcast “Negra Voz”, uma série especial para O Globo, onde também foi repórter durante cinco anos. Foi fellow do International Center For Journalists, EUA, com foco na produção de podcasts. Em 2020, deixou o jornal O Globo para criar a produtora de conteúdo Negra Voz Produções.

  • Thiago Amparo

    Thiago de Souza Amparo é professor da FGV Direito SP e da FGV Relações Internacionais, ministrando cursos sobre direitos humanos, antidiscriminação e direito internacional. É Mestre e Doutor em Direito pela Central European University, Budapeste, e foi pesquisador visitante na Universidade de Columbia, Nova Iorque. É colunista na Folha de SP.

  • Thula Pires

    Thula Pires é mulher preta de axé, mãe da Dandara e bailarina. Doutora em Direito pela PUC-Rio, onde atua como professora-adjunta de Direito Constitucional e coordena o NIREMA – Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afrodescendente. É Professora Visitante no African Gender Institute, University of Cape Town (2020). É integrante do Conselho do Instituto Clima e Sociedade, da Assembleia Geral da Anistia Internacional no Brasil e associada de Criola.

Organização e Curadoria

Ao reunir pessoas com experiências, trajetórias, projetos e interesses diversos, o encontro pretende construir um instigante painel de diálogos com os atuais desafios, necessidades e oportunidades de avanço neste campo no Brasil e, em conexão com as realidades transnacionais.

A curadoria do evento buscou autoras, autores, pesquisadoras, pesquisadores e intelectuais negras/os e brancas/os que tenham reflexão e atuação em diferentes áreas sobre os temas centrais do encontro: branquitude, racismo e antirracismo. O objetivo é construir pontes de conhecimentos e aproximações que possibilitem avanços nas discussões e solidifiquem a reflexão crítica sobre branquitude como ferramenta analítica e política fundamental no  enfrentamento às iniquidades raciais.

O encontro é organizado pelo Instituto Ibirapitanga, conta com a co-curadoria de Lia Vainer Schucman e será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Instituto Ibirapitanga.

Instituto Ibirapitanga

Fundado pelo cineasta Walter Salles, o Instituto Ibirapitanga é uma organização dedicada à defesa de liberdades e ao aprofundamento da democracia no Brasil. Desde 2017, apoia iniciativas a partir de seus dois programas – Equidade racial e Sistemas alimentares. Por meio de doações, o Instituto apoia organizações, movimentos e coletivos da sociedade civil brasileira que desejam produzir transformações estruturais positivas no país.